segunda-feira, 22 de agosto de 2011

eu
em cólera
eu
na ânsia de fazê-lo engolir
esse corrosivo mar que mancha meus olhos sedentos
mar de sangue

eu
sepulto o teu corpo frívolo
e faço disso a minha apoteose
eu
canto a melancolia
com o gozo que nunca me pertenceu

o teu grito inflamado é a canção que me consola



eu
Bárbara.



Um comentário:

Leonard M. Capibaribe disse...

Lindas palavras... Muita força em cada linha... Muito bonito mesmo! De parabéns!