domingo, 23 de novembro de 2008

É a lua branca crua e nua
Assim como meu corpo
Morto de cansaço
Faltando um pedaço
Um abraço um laço
Que rompeu
À espera da quimera fera
Fantasia que sacia
O desejo do beijo
Outrora tão quente ardente
Como a semente
Pronta a germinar
No entanto perdeu-se
O encanto vestiu o manto
Da noite foi repousar
Não há mais sentimento
O desalento se fez no momento
Em que foste embora
Agora a hora demora
Senhora chora
Derrama no leito no peito
O rancor a lágrima a dor
D'alma branca crua e nua
Que me envolve me sufoca
me mata de amor.
(2006)

2 comentários:

Unknown disse...

Quantas palavras! Amadas,sentidas, choradas, sinceras!Lindo!

Unknown disse...

Quanta música!!! A dádiva está sendo apresentada e é para isso que existe...
Não para,não para,não para não!!
Um beijo profundo, e os críticos que não toquem na poesia...